Governo de MT estimula produtos da sociobiodiversidade

André Alves – Especial SEMA-MT – Depois do governo federal, Mato Grosso também vai estimular a criação e fortalecimento de cadeias de produtos da sociobiodiversidade. Uma câmara técnica envolvendo diversos órgãos das duas instâncias de governos como o MT Regional, Secretaria de Estado do Desenvolvimento Rural, Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Companhia Nacional de Abastecimento-CONAB, Sebrae, e Embrapa, em consonância com a Política Nacional, elegeu a castanha do Brasil como carro chefe para Mato Grosso. O objetivo é fortalecer a produção e comercialização de produtos extrativistas no Estado, aliando conservação da floresta com geração de renda para os povos da floresta, indígenas e extrativistas e para agricultores familiares.

Pela proposta do governo de Mato Grosso será feito um diagnóstico da produção da castanha no estado para estabelecer quais os gargalos do escoamento dessa produção. “Vamos começar com a castanha do Brasil pra iniciar o trabalho da cadeia da sociobiodiversidade, tudo o que der certo vamos replicar para outros produtos como o pequi e  cumbaru”, analisa Sanny Saggin, gerente de cadeia produtiva dos produtos da sociobiodiversidade e ações ambientais do MT Regional.

“Nós procuramos formas de agregar renda na floresta em pé e isso vai ao encontro da nossa política para frear o desmatamento”, explica Saggin. “Nós não temos esse tipo de cultura mas precisamos  mostrar que existem formas  rentáveis de extrativismo”, complementa se referindo a outras experiências em estados amazônicos, sobretudo, Acre, Pará, Amazonas e Rondônia.

Para Fernando Allegretti, consultor contratado pela
Secretaria de Estado do Meio Ambiente – SEMA-MT que auxiliará a Câmara Técnica de Produtos da Sociobiodiversidade, existem projetos em desenvolvimento há dez anos no noroeste de Mato Grosso que já mostraram a viabilidade da extração da castanha do Brasil, principalmente visando o mercado externo. “A Bolívia produz castanha visando à exportação com uma tecnologia melhor que a nossa ainda que sem a nossa quantidade”, verifica Allegretti.

“As pessoas precisam aprender a valorizar os produtos da floresta. Estados se desenvolveram em produção agroextrativista, sobretudo no estado do Acre com as extrações da castanha e da seringa”, exemplifica. Para o consultor, Mato Grosso tem condições econômicas e sociais de ter a base agrícola tradicional e a extração florestal.

O melhor exemplo em Mato Grosso sobre uso sustentável dos recursos naturais e conservação ambiental é apoiado pelo projeto Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade das Florestas do Noroeste de Mato Grosso, executado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA-MT), em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). São beneficiadas dezenas de famílias dos povos indígenas Rikbaktsa e Zoró, os seringueiros da RESEX Estadual Guariba – Roosevelt e os agricultores familiares do projeto de assentamento Vale do Amanhecer, em Juruena.

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