Núcleos de Mobilização planejam novas ações no Xingu

André Alves – O Fórum Mato-grossense de Meio Ambiente e Desenvolvimento – Formad realizou reuniões com os núcleos de mobilização da Campanha Y Ikatu Xingu, entre os dias 19 e 31 de março. Foram visitados os municípios de Porto Alegre do Norte, Confresa, Canabrava do Norte e Vila Rica, onde foram discutidas as ações da campanha ao longo da BR-158, bem como foram desenhadas estratégias e ações para 2009.

Os núcleos de mobilização, que são compreendidos por pessoas de entidades ligadas aos movimentos sociais, terceiro setor e governos locais, atuam de forma autônoma mas interligados aos objetivos da Campanha Y Ikatu Xingu,que visa conservar e recuperar a qualidade da água e das florestas das cabeceiras do rio Xingu. “Em dois anos, os muitos diálogos abertos com esses atores envolvidos resultaram na criação de uma agenda coletiva e proativa, envolvendo diversos segmentos sociais de vários municípios da região em várias atividades de formação”, explica Solange Pereira, coordenadora do projeto Governança Florestal pelo Formad.

O Formad desde 2007 tem atuado prioritariamente na região Norte do Território Araguaia Xingu, no Nordeste do Estado de Mato Grosso. Nestes municípios, os Núcleos de Mobilização da Campanha Y Ikatu Xingu, que surgiram para dinamizar a Campanha no nível local, ganharam características próprias, de acordo com o perfil dos segmentos sociais locais, envolvendo agentes socioambientais, secretarias municipais de educação e de agricultura, profissionais da educação, associações e sindicatos.

A parceria com entidades como a Associação Terra Viva, a Comissão Pastoral da Terra – CPT e a Associação Nossa Senhora Assunção – ANSA, possibilitou a realização de eventos que discutiu a situação das Áreas Protegidas, em especial das nascentes de córregos e rios, visando o compartilhamento da gestão dos recursos naturais da região. O Instituto Socioambiental – ISA e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Lucas de Rio Verde foram também parceiros na realização de atividades locais.

“A metodologia dos eventos consiste na discussão coletiva sobre a situação ambiental, a busca de acordos e o planejamento das ações para resolução dos problemas identificados”, explica Solange. “Os eventos possibilitam que a Bacia do Xingu seja percebida como um todo interdependente e a possibilidade de se constituir uma rede de ações de recuperação ambiental”, complementa.
Essas reflexões partiram para ações concretas e localizadas para recuperação das matas ciliares.

Resultaram também em outras atividades de formação como feiras de ciências nas escolas, oficina de beneficiamento de sementes, aulas sobre legislação ambiental e reuniões com proprietários das regiões degradadas.

O Sistema Agroflorestal ou Sistema Casadão, tem sido apresentado como técnica alternativa para o processo de recuperação, também pela perspectiva de oferecer um atrativo a partir do aumento da produção de alimentos e renda para as famílias camponesas .

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